Um simples número errado

Maria Eunice Gerard

 
Você já recebeu alguma ligação equivocada? Alguém que telefona, por vezes, a horas mortas, fazendo com que seu coração se sobressalte e pareça bater descompassado no cérebro?
É bem possível que isso tenha ocorrido a muitos de nós.
Pessoas se equivocam ao digitar o número e a ligação nos chega e, antes que possamos esclarecer que não somos quem elas pensam, despejam o seu palavreado de forma desenfreada.
Esclarecido o equívoco, a pessoa se desculpa, e nada de extraordinário ocorre.
Mas, e se a pessoa que telefona é alguém em dificuldades e que esteja pedindo socorro?
A situação inusitada aconteceu com um gerente de vendas de automóveis, de nome Dang Vuong, no Reino Unido.
A idosa, do outro lado da linha, pensando se tratar da filha, com quem desejava se comunicar, foi logo dizendo que escorregara no banheiro enquanto tomava banho.
Ela parecia muito assustada. Dang não hesitou. Disse que ela ficasse calma que ele a iria socorrer.
Num primeiro momento, pensou que ela residisse do outro lado da rua. No entanto, logo descobriu que morava bem mais longe. Quase cinco quilômetros do seu local de trabalho.
Pediu ao recepcionista da loja que a mantivesse ao telefone, enquanto ele apanhou o carro e dirigiu até a casa da desconhecida.
Quando chegou, encontrou-a caída no banheiro. Ela parecia estar em choque, havia sangue no rosto e a banheira estava transbordando.
Ele se identificou, colocou-a no sofá, limpou-lhe a boca, que sangrava, cobriu-a com um cobertor.
Conseguiu o número do celular dos familiares e os notificou.
E ficou esperando até que chegasse a filha da senhora atendida. Certificando-se de que ela se acalmara, estava bem e amparada, voltou ao seu local de trabalho.
*   *   *
É comum nos referirmos ao mundo global, em que vivemos, como um local muito frio, no qual ninguém se importa com ninguém.
Isso pode ser verdade, em parte. No entanto, atitudes como a desse homem de trinta e quatro anos, que deixou tudo para atender uma desconhecida, que se deslocou quilômetros para socorrê-la, nos diz que há muito carinho e atenção sendo distribuídos pelo mundo;
Que, embora sejamos sete bilhões de almas sobre esta Terra, continuamos a ser uma única e grande comunidade.
Uma comunidade de seres com necessidades, anseios. Uma comunidade na qual uns aguardam e desejam o apoio do outro.
Enfim, uma aldeia em que os habitantes confiam que serão atendidos por seu irmão.
Em contrapartida, aquele que age com desprendimento, acionando os recursos em favor de quem necessita, doando o que tenha e doando-se, acredita que nada fez de excepcional.
Afinal, comenta, o próximo é o seu irmão, não importando onde resida, que nacionalidade seja a sua, em que idioma se expresse.
Esse é o verdadeiro virtuoso. Age de forma espontânea, com desprendimento, e acredita nada ter feito de excepcional.
Nada além do que qualquer pessoa faria...
Aprendamos com essas criaturas.
 
Créditos: Redação do Momento Espírita, com fato
 extraído do site www.sonoticiaboa.com.br.
Em 30.9.2016.

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Karen

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