Como ser um marido de quilteira

Oi gente!

Vi esse texto no Blog Tearpia Ocupacional da Silvinha e adorei!!



Então sua esposa é uma quilteira.
Isso não parece tão ruim, não é!? 
É um passatempo agradável e tranquilo, evocando imagens das mães de nossos antepassados, mantendo suas famílias aquecidas e criando lindos trabalhos a partir de velhas camisas e tecidos de saco. 
Você pensa em vovós gorduchas em cadeiras de balanço, unindo retalhos à luz da lareira, com um gato dormindo à seus pés. 
Uma imagem idílica, não é mesmo?

Você está vivendo em um mundo de sonho, meu caro. 
Elas agora compram seus tecidos inteiros, por metro ou “fat quarters” (o que quer que isso seja). Elas cortam esses tecidos em perfeitas condições em pedaços menores e então, cuidadosamente, costuram eles novamente, à mão. 
Num processo que vai contra todos os avanços da revolução industrial.
O patchwork gera uma avalanche de detritos.
Retalhos de tecido e fiapos de manta que entopem e queimam seu aspirador de pó.
 (Dica: não ande descalço, seus pés não foram feitos para ser almofadas de alfinetes).
 O gato frequentemente engole um punhado de fios soltos.
 Logo, uma dessas duas coisas vai acontecer e você não vai gostar de nenhuma.

E este não é o fim dos seus problemas. 
Haverá freqüentes e caras visitas a lojas de tecidos ou, mais caro ainda, feiras de patchwork em cidades distantes.
Haverá reuniões com um pequeno grupo de quilteiras que, ocasionalmente, se unem para reclamar de seus maridos e filhos.
 Essas reuniões podem acontecer no salão da igreja, mas eventualmente será na sua casa tomando conta da mesa de jantar. 
Sua presença na sala ao lado não irá intimidá-las.
O patchwork também tende a ocupar um espaço cada vez maior da casa. 
Com certeza, sua esposa poderia finalmente decidir que já tem tecido o suficiente.
 Eu nunca vi isso acontecer, mas que poderia acontecer, poderia.
 É mais provável sua casa aparecer num desses programas de TV que mostram um pobre corpo morto encontrado sob uma pilha de jornais velhos que desmoronou.
 No seu caso, será uma pilha de metros de tecido estampados.
Até onde eu sei, não existem um daqueles programas de doze passos para quilteiras, mas você talvez possa evitar a co-dependência, seguindo essas dicas:

1. Crie um espaço fora da sala para o equipamento de costura e armazenamento de tecido. Eu estou reformando o porão, e estamos todos nos mudando para lá. Outros maridos construíram galpões, alugaram pavilhões industriais, ou mudaram para outra cidade sob um codinome.

2. Convença sua esposa a abrir um pequeno negócio com seu hobby. Vendas pela internet podem ser lucrativas. Elas podem, ainda, compensar parcialmente as enormes quantias de dinheiro que ela gasta. Muito importante: Não participe do negócio. A primeira coisa que você deve saber é que estará fazendo manutenção no maquinário, agindo como um garoto de recados e lidando com o correio. E você tem coisas melhores para fazer.

3. Não esteja tentado a acompanhar sua esposa aos festivais de patchwork, pensando que esse tempo juntos irá reaquecer a relação. Você não a verá durante o dia todo. Vai passear sem rumo pelos estandes, sem encontrar nada remotamente interessante. Com certeza, você poderá conhecer outros maridos perdidos, e encontrar camaradagem no bar mais próximo. No entanto, eventualmente, alguma mulher usando um colete de patchwork vai confundir você com um fornecedor de tecidos e tentará te seduzir em troca de umas amostras grátis.

4. Não tente distrair sua esposa com outras atividades, como cuidar do jardim, cozinhar ou limpar a casa. Embora ela possa ter feito essas coisas no passado, agora está tudo acabado. Patchwork é sua vida. Aceite seu destino. Aprenda a cozinhar e a usar o aspirador de pó. Obtenha um hobby para você mesmo. Você pode se juntar a algum time de bocha ou aprender carpintaria.
Aí construa seu próprio galpão e mude-se para lá.E finalmente, lembre-se: você não está sozinho. 
Há muitos outros quilt-viúvos por aí...



Créditos: 

Blog Tearpia Ocupacional

"Como ser um marido de quilteira"  por Patrick Cook, marido da quilteira Valorie Cook

4 comentários:

  1. Adorei, vi uma descrição do meu marido ai em cima, tadinho!!! é viúvo e eu nem sabia!!! Adorei o texto!

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  2. Oi Karen é a descrição combina com muitos outros viúvos por aí , o meu esta até conformado, afinal agora que sou uma top ten , recebi mais crédito com o meu "hobby". Votem em mim
    http://www.momentosiruba.com.br/?banner=promocao

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  3. Oi Karen, esse texto é otimo!
    Meu marido ainda não é um quilt-viúvo, eu disse ainda...kkk
    Beijos

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Adoro quando vocês comentam :)

Beijos,

Karen

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