Raio de sol

Fotografia Maria Eunice Gerard

 
 
Ninguém totalmente só neste planeta. Mesmo os que não constituímos família, os que não casamos, nem temos filhos.
Não estamos sós. Há sempre uma alma querida que Deus coloca em nosso caminho para nos amar, para nos dizer que Ele não nos esqueceu.
Que Ele sabe das nossas lutas, do plano de progresso que estabelecemos na Espiritualidade, antes de nascer.
E que, para o concretizar em totalidade, necessitamos de uma mão que nos acaricie, um ombro que se nos ofereça como apoio nos dias de desânimo, braços que nos envolvam, uma voz que diga: Siga em frente! Estou contigo!
Por vezes, é um amigo esse amor que se doa e nos sustenta. Basta nos perceba o cansaço, e ele vem para nos insuflar novo ânimo.
E, mesmo que não pronunciemos palavras, ele parece descobrir o de que necessitamos, chegando a prover recursos materiais de que carecemos para que não sucumbamos ante o peso das lutas.
É esse amigo que se faz presente no dia do nosso aniversário e nos envia uma mensagem, um cartão, uma flor. Algo do mais profundo da sua alma.
E, com isso, plenifica de alegria a data.
De outras vezes, é um colega de trabalho, alguém do nosso âmbito profissional. É o que nos incentiva a ir em frente, a não nos entregarmos ao desalento.
Ele nos ajuda em tarefas mais difíceis, nos orienta em caminhos que ainda não percorremos e sua experiência já palmilhou.
Enfim, ele sempre surge, na manhã nublada, com sua presença irradiante e seu estímulo revigorante.
Assim é ela. Uma jovem que nem chegou aos vinte anos. Quando chega, é como um raio de sol entrando pela casa.
Ela sorri e parece que ilumina o ambiente. Ela abraça e a fortaleza dos seus braços tem o dom de nos passar segurança.
Possivelmente, ela nem saiba o quanto sua presença significa.
Tem tal respeito pelos sentimentos alheios que, admiradora de rock e outras músicas barulhentas da atualidade, quando nos leva em seu carro, desliga o som.
Sei que você não gosta desse tipo de música! – Confessa. E, também, sei que você gosta de conversar, de contar as coisas do seu dia a dia.
E, como boa ouvinte, escuta e argumenta, faz perguntas. Depois, por sua vez, conta as suas peripécias: a prova difícil na faculdade, os desajustes com um dos professores, ações que acredita injustas.
Atenciosa, telefona para saber notícias, antes que a soma dos dias resulte em uma semana.
Companheira de sessões de cinema, de espetáculos de ballet, agenda tudo, de forma impecável, para que não percamos a estreia.
Disposta a nos acompanhar ao mercado, ao banco, onde queiramos ir.
E, com um quase orgulho, sentencia: Eu sou a sua motorista. Não vou lhe deixar sem carona. Conte comigo.
Raio de sol. Não é filha da nossa carne. Mas, alguém que Deus mandou para iluminar os nossos dias, tornar mais suave nossa jornada.
Todos temos esses anjos, vestidos de amigos, colegas, parentes.
Chegam de mansinho como quem nada quer. Mas assinalam sua presença com uma aura de paz e tranquilidade.
Espancam a solidão, enriquecem nossos dias.
Anjos de guarda revestidos de corpos humanos.
Guardiães humanos que se transformam em pilares de sustentação de nossos dias.
Raios de sol.
Créditos: Redação do Momento Espírita.
Em 5.9.2016.

As cruzes do caminho


Fotografia Maria Eunice Gerard
 
Você já deve ter reparado, no curso das rodovias federais e estaduais, um sem fim de cruzes espalhadas ao longo dos inúmeros quilômetros que ligam as pontas de nosso país.
Em geral, elas assinalam um acontecimento trágico ocorrido naquele trecho da estrada: um atropelamento, um choque entre veículos, um tombamento de caminhão, cujo desfecho é a morte de uma ou mais pessoas.
Elas também registram, de forma singela, a tristeza, o pesar daqueles que padecem a saudade da ausência física de seus amores.
Estradas, tantos quilômetros... e tantas cruzes.
Silenciosas, discretas... Ali está o memorial em respeito à lembrança de alguém. Para nós, um desconhecido, mas que foi muito amado por ser filho, filha, esposo, esposa, pai, mãe.
Erigidas em meio à pressa, à velocidade, erguem-se em respeito à saudade, às recordações, às lágrimas.
*   *   *
Quantas cruzes deixamos às margens do nosso caminho?
Quantas lágrimas deixamos correr soltas, quantos arrependimentos sepultados, amarguras, desilusões, frustrações?
Jesus, o Mestre Nazareno, sentenciou: Se alguém quiser me seguir, negue a si mesmo, tome a sua cruz e me siga.
Cada cruz que deixamos em nossos caminhos, ainda que referenciem as dores e os sofrimentos pelos quais passamos, ajudam a contar os passos que demos para chegar onde estamos e para sermos o que somos.
As cruzes deixadas representam a morte de um antigo eu, a fim de que possamos renascer mais experientes, mais sábios, mais preparados para os novos desafios.
Na Epístola aos Efésios, colhemos: Renunciai à vida passada, despojai-vos do homem velho. Renovai sem cessar o sentimento da vossa alma e revesti-vos do homem novo, criado à imagem de Deus, em verdadeira justiça e santidade.
*    *   *
Para cada cruz em nossa jornada, uma despedida.
Ainda que com lágrimas, pouco a pouco damos adeus ao nosso orgulho, à nossa maledicência, à vaidade, ao desamor, à falta de caridade e fé.
Em toda cruz, paulatinamente, vamos deixando para trás o homem velho, os velhos hábitos, os antigos preconceitos.
A cada cruz, a exemplo do Rabi da Galileia, entregamos nas mãos do Pai nosso Espírito em marcha, o qual ruma em direção à verdade, ao bem e à felicidade.
As cruzes, ao longo das rodovias, representam apenas um breve adeus, uma vez que a vida jamais cessa, os laços fraternos jamais se desfazem e não há dúvidas quanto ao reencontro com nossos amores, no outro plano da existência.
Da mesma forma, as cruzes que deixamos no curso de nosso caminho representam lágrimas passageiras, dores que não são eternas, visto que o norte de nossa jornada é a felicidade, o bem, a paz.
*    *   *
Tomemos as nossas cruzes, os nossos desafios, os nossos medos, os nossos infortúnios e sigamos o Cristo.
As cruzes às margens de nossas jornadas e as que carregamos são os desafios que a Providência Divina sabe sermos capazes de superar. Com elas aprendemos e através delas nos renovamos.
Pensemos nisso! Confiemos!
 
Crédito: Redação do Momento Espírita, com citações do Evangelho de Lucas, cap.9, versículo 23 e da Epístola aos Efésios, cap. V, vers. 22 a 24.
Em 20.9.2016.

Necessaire Animal Print

Esse modelo de necessaire é básico, mas super prático.






Essa estampa é da Circulo, nossa parceira aqui no blog.








Hoje tem O Coletivo 14ª Edição

Hoje é dia de O Coletivo!













Na edição de março, o Ateliê By Karen Kessler apresenta a coleção de Páscoa dos bichinhos pintar-lavar-pintar, como uma ótima opção para presentear a criançada. 

Ateliê Karen Kessler é presença confirmada na 14ª edição do projeto O Coletivo 12 de março no Kawabanga Bar :: Siqueira Campos, 431, Santos/SP




Vejam as matérias falando sobre o evento:






Esperamos vocês, das 16h30 às 22h!


Noventa Segundos

Fotografia Maria Eunice Gerard

 
A neurocientista americana Jill Bolte Taylor teve um derrame em 2008, aos trinta e sete anos.
Seu cérebro ficou comprometido de tal forma que, quando foi apresentada a uma simples conta de matemática, como um mais um, não sabia o que era o número um.
Hoje, totalmente recuperada, Jill vem pesquisando o funcionamento do cérebro e das emoções. Oferece palestras e escreveu um livro sobre o que descobriu desde o Acidente Vascular Cerebral até a recuperação.
Revela que nossas emoções são originadas por descargas químicas na corrente sanguínea. Dessa forma, diante de um estímulo, nosso corpo reage movido por substâncias que permanecem durante um tempo no sangue. Depois, o organismo absorve essas substâncias e volta ao normal.
A doutora Jill explica que a raiva e outras emoções são respostas programadas que podem ser disparadas automaticamente.
Diz ela: Uma vez desencadeada, a química liberada por meu cérebro percorre meu corpo e tenho a experiência fisiológica.
Noventa segundos depois do disparo inicial, o componente químico da raiva dissipou-se completamente do meu sangue e minha resposta automática está encerrada. Se, porém, me mantenho zangada depois desses noventa segundos, é porque escolhi manter o circuito rodando.
Essa constatação da doutora Jill nos faz refletir. Se as emoções, entre elas a raiva, são reações que podem ocorrer, automaticamente mas, a química que liberam dura apenas noventa segundos em nós, por que, então, nos permitimos sentir raiva por horas, dias, semanas, meses e anos?
Porque escolhemos continuar sentindo raiva, seria a resposta da pesquisadora.
Quantas vezes sentimos raiva de alguém ou de alguma situação, por muito tempo?
Quantas vezes escolhemos continuar alimentando raiva de uma pessoa que nos magoou, ou que simplesmente não atendeu nossas expectativas?
As causas que disparam a emoção da raiva podem ser muitas, mas o tempo de permanência desse sentimento em nós é uma escolha.
Quando o Mestre Jesus nos disse para perdoarmos setenta vezes sete vezes, ele nos deu a chave para não sentirmos raiva, para não desejarmos vingança. Porém, nosso orgulho nos domina e, muitas vezes, nos induz a atos dos quais nos arrependeremos num futuro próximo.
Alimentar a raiva é contaminar-se diariamente e enviar aos que nos rodeiam vibrações carregadas de negatividade.
Também comprometer nosso organismo, envenenar órgãos nobres, criando possibilidades para o aparecimento de enfermidades.
Mas, como podemos evitar que sentimentos negativos perdurem em nós?
Primeiramente, observando a nós mesmos. Por que nos irritamos? Por que nos abalamos tanto com o que os outros fazem e falam?
Se conseguirmos observar o outro que nos fere e tentar compreender o que o move, talvez possamos perceber um irmão ferido, doente, que sofre e ainda não tem condição de agir de outra forma.
Não temos controle sobre a forma do nosso próximo agir, mas podemos controlar a forma como nós reagiremos ao que ele nos apresenta.
Pensemos nisso.
 
Crédito: Redação do Momento Espírita, com base no livro
 A cientista que curou seu próprio cérebro, de
Jill Bolte Taylor, ed. Ediouro.
Em 22.9.2016.

Necessaire com três bolsos:

Hoje vim mostrar uma necessaire com três bolsos, super prática:





Super espaçosa:





Esses tecidos são da Circulo, nossa parceira aqui do blog!




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