O feixe de lenha

Foto de Maria Eunice Gerard


Conta-se que um próspero fazendeiro, dono de muitas propriedades, estava gravemente enfermo.
Mas, muito mais que sua doença, o que mais o incomodava era o clima de desarmonia que reinava entre seus quatro filhos.
Pensando em dar uma lição importante, ele chamou os quatro para fazer uma revelação importante:
Como vocês sabem, eu estou velho, cansado e creio que não me resta muito tempo de vida. Por isso, chamei-os aqui para avisá-los que vou deixar todos os meus bens para apenas um de vocês.
Os filhos, surpresos, se entreolharam e ouviram o restante que o pai tinha a lhes dizer:
Vocês estão vendo aquele feixe de gravetos ali, encostado naquela porta? Pois bem, aquele que conseguir partir ao meio, apenas com as mãos, este será o meu herdeiro.
De início acharam um tanto absurda a proposta, mas pensando no prêmio, logo começaram a tentar quebrar o feixe.
Tentaram, tentaram, e por mais esforços que fizessem, nenhum foi bem sucedido no tentame.
Indignados com o pai, que lhes propusera algo impossível, puseram-se a reclamar.
Este então se colocou em pé, e disse que ele mesmo iria quebrá-lo. Os filhos, incrédulos, permitiram obviamente.
O velho homem começou a retirar, um a um, os gravetos do feixe, e foi quebrando-os separadamente, até não mais restar um único graveto inteiro.
Voltou o olhar aos filhos e concluiu:
Eu não tenho o menor interesse em deixar os meus bens para só um de vocês. Eu quero, na verdade, que vocês, juntos, sejam os sucessores do meu trabalho. Sucessores que trabalhem com garra, dedicação e, acima de tudo, repletos de amor, uns pelos outros.
E disse ainda:
Enquanto vocês estiverem unidos, nada poderá pôr em risco tudo que construí para vocês. Nada, nem ninguém, os quebrará. Mas, separadamente, vocês serão tão frágeis quanto cada um destes gravetos.
*   *   *
Dois pedaços de madeira podem sustentar mais peso do que a soma que cada um pode aguentar separadamente.
Da mesma forma, ajudando-nos uns aos outros, mantendo-nos unidos por bons sentimentos, suportaremos muito melhor os impactos que a vida nos apresentará.
A tão presente expressão: Cada um por si, e Deus por todos, precisa desaparecer de nossos valores, de nossa filosofia de vida.
O mundo individualista não tem futuro. O egoísmo cederá lugar à caridade, ao importar-se um com o outro, à vida em grupo.
As famílias estarão muito mais fortes, preparadas para enfrentar desafios, quando unidas.
As organizações terão mais êxito e sucesso, quando cultivarem o espírito de equipe em seu ambiente diário.
As comunidades farão mais conquistas, crescerão mais rápido, quando perceberem que as pessoas juntas têm mais voz, têm mais poder de atuação.
As nações, por sua vez, entenderão que estamos todos juntos, neste globo, por uma causa muito especial: juntos evoluímos, juntos alcançamos os novos patamares celestes de felicidade.
*   *   *
Um pensamento antigo diz que a união do rebanho obriga o leão a ir dormir com fome...
Tão frágil parece o rebanho, se observarmos as características individuais de cada um de seus membros. Mas tão forte se faz, quando unido, a ponto de escapar dos maiores predadores.
A força unida é mais forte.
 Redação do Momento Espírita, com base em conto
apresentado no livro 
S.O.S. Dinâmica de Grupo,
 de Albigenor e Rose Militão, ed. Qualitymark.

Em 27.1.2017.

E se a vida fosse uma estrada?

Foto de Maria Eunice Gerard


Cada um de nós caminha pela vida como se fosse um viajante que percorre uma estrada.
Há os que passam pouco tempo caminhando e os que ficam por longos anos.
Há os que veem margens floridas e os que somente enxergam paisagens desertas.
Há os que pisam em macia grama e os que ferem os pés em pedras pontudas e espinhos.
Há os que viajam em companhias amigas, assinaladas por risos e alegria. E há os que caminham com gente indiferente, egoísta e má.
Há os que caminham sozinhos – inclusive crianças - e os que vão em grandes grupos.
Há os que viajam com pai e mãe. E os que estão apenas com os irmãos. Há quem tenha por companhia marido ou esposa.
Muitos levam filhos. Outros carregam sobrinhos, primos, tios. Alguns andam apenas com os amigos.
Há quem caminhe com os olhos cheios de lágrimas e há os que se vão sorridentes.
Mas, mesmo os que riem, mais adiante poderão chorar. Nessa estrada, nunca se conheceu alguém que a percorresse inteira sem derramar uma lágrima.
Pela estrada dessa nossa vida, muitos caminham com seus próprios pés. Outros são carregados por empregados ou parentes.
Alguns vão em carros de luxo, outros em veículos bem simples. E há os que viajam de bicicleta ou a pé.
Há gente branca, negra, amarela. Mas se olharmos a estrada bem do alto, veremos que não dá para distinguir ninguém: todos são iguais.
Há gente magra e gente gorda. Os magros podem ser assim por elegância e dieta ou porque não têm o que comer.
Alguns trazem bolsas cheias de comida. Outros levam pedacinhos de pão amanhecido.
Muitos gostam de repartir o que têm. Outros dão apenas o que lhes sobra. Mas muita gente da estrada nem olha para os viajantes famintos.
Há pessoas que percorrem a estrada sempre vestidas de seda e cobertas de joias. Outros vestem farrapos e seguem descalços.
Há crianças, velhos, jovens e casais, mas quase todos olham para lugares diferentes.
Uns olham para o próprio umbigo, outros contemplam as estrelas, alguns gostam de espiar os vizinhos para fofocar depois.
Uma boa parte conta o dinheiro que leva e há os que sonham que um dia todos da estrada serão como irmãos.
Entre os sonhadores há os que se dedicam a dar água e pão, abrigo e remédio aos viajantes que precisam.
Há pessoas cultas na estrada e há gente muito tola. Alguns sabem dizer coisas difíceis e outros nem sabem falar direito.
Em geral, os sabichões não gostam muito da companhia dos analfabetos.
O que é certo mesmo é que quase ninguém na estrada está satisfeito. A maioria dos viajantes acha que o vizinho é mais bonito ou viaja de forma bem mais confortável.
É que na longa estrada da vida, esquecemos que a estrada terá fim.
E, quando ela acabar, o que teremos?
Carregaremos, sim, a experiência aprendida durante o tempo de estrada e estaremos muito mais sábios, porque todas as outras pessoas que vimos no caminho nos ensinaram algo.
A estrada de nossa existência pode ser bela, simples, rica, tortuosa. Seja como for, ela é o melhor caminho para o nosso aprendizado.
Deus nos ofereceu essa estrada porque nela se encontram as pessoas e situações mais adequadas para nós.
Assim, siga pela estrada ensolarada. Procure ver mais flores. Valorize os companheiros de jornada, reparta as provisões com quem tem fome.
E, sobretudo, não deixe de caminhar feliz, com o coração em festa, agradecido a Deus por ter lhe dado a chance de percorrer esse caminho de sabedoria.
Créditos: Redação do Momento Espírita.
Disponível no livro Momento Espírita, v.7 e
CD Momento Espírita, v. 14, ed. FEP.
Em 26.1.2017.

A sabedoria do bem

Foto de Maria Eunice Gerard


Quando, na Antiguidade, alguém queria matar um urso, pendurava uma pesada tora de madeira em cima de uma vasilha com mel.
O urso empurrava a tora com força, a fim de afastá-la do mel. A tora voltava e o atingia.
O urso ficava irritado, feroz, e empurrava a tora com mais força ainda, e esta o atingia por sua vez com muito mais força.
Isso continuava até o urso ser morto.
*   *   *
Se nos fixarmos neste fato, numa reflexão rápida e despretensiosa, poderíamos afirmar que fazemos o mesmo quando pagamos o mal com o mal que recebemos dos outros.
Pensamos então: Será que nós, seres humanos, não podemos ser mais sábios do que os ursos?
Empurramos a tora cada vez com mais força, mesmo sabendo que ela irá retornar e nos ferir!
As leis de Deus - em especial a lei de causa e efeito – é muito precisa ao nos revelar esta sua característica.
Todas nossas ações são causas que irão gerar uma consequência no mundo.
Quando retribuímos, com voz alterada e raivosa, uma palavra agressiva que nos fere o íntimo, estamos apenas empurrando a tora, e esquecendo o mel.
Nesta analogia, o mel seria o entendimento com o outro, a felicidade, a paz que tanto desejamos.
Só que, comumente, nos entretemos tanto com os empurrões da tora, que acabamos deixando o mel, a felicidade, esquecida num canto.
O objetivo do urso nunca será empurrar a tora. Sua meta é o mel, o alimento. A tora é um obstáculo a contornar, um desafio apenas.
Se o animal pudesse raciocinar como o ser humano, nessa situação em particular, certamente pensaria numa forma de cortar a corda que sustenta a tora, ou num jeito de retirar o pote de mel debaixo dela.
Esta é a sabedoria do bem. Procurar outra alternativa que não a de retribuir o mal com o mal.
A sabedoria do bem proporciona, ao recebermos palavras amargas, uma pequena reflexão antes da reação iminente.
A sabedoria do bem busca compreender o momento do outro, a dor do outro, a angústia e infelicidades íntimas que o moveram a soltar pela boca o veneno que guarda na alma.
A sabedoria do bem nunca é conivente com o mal, e nem mesmo tolerante com ele. É, sim, compreensiva com o outro ser. Tolerante, indulgente com seu irmão.
A sabedoria do bem requisita criatividade, para que consigamos abrir a mente e pensar em outras soluções para resolver nossos problemas, que não a vingança.
A vingança será sempre a ação mais reativa, menos pensada, e que trará, sem dúvida alguma, a tora de volta para nos machucar tantas e tantas vezes.
A sabedoria do bem requisita amor. Amor pela vida, pelo Criador, sabendo que nenhum desastre, nenhum mal nos alcança sem razão.
Só quem ama o Criador confia em seus desígnios, confia que tudo acontece para nosso bem e, dessa forma, não cultiva ódio por seus opositores na Terra, apenas compaixão.
Só a sabedoria do bem consegue eliminar os círculos viciosos nos quais nos aprisionamos ao longo dos milênios.
Só a sabedoria do bem em ação irá expulsar deste mundo a guerra, o ódio e a violência.
*   *   *
O verdadeiro ensinamento do amor é forte: ele mata o mal antes que o mal possa crescer e tornar-se poderoso.

Redação do Momento Espírita, com base em
trechos do livro 
Pensamentos para uma vida feliz,
 de Léon Tolstói, ed. Prestígio.
Em 10.1.2017.

Você é apenas uma pessoa

Fotografia Maria Eunice Gerard

 
 
Embora estejamos vivendo os anos de um novo milênio, alguns conceitos de séculos passados continuam a vigorar entre nós.
Um deles, muito arraigado, é o de que homem não chora. Apesar do testemunho de algumas celebridades masculinas que afirmam ter chorado, mais de uma vez, ante grandes dificuldades, a maioria dos homens ainda acredita que não deve se permitir chorar.
Chorar denota fragilidade. E o sexo masculino é o sexo forte.
Com aquele pai, recentemente divorciado, não era diferente. Até há poucos meses, ele estava casado e tinha com quem dividir as tarefas domésticas, as contas do mês, as inquietações e tristezas.
Mas, agora, estava sozinho. E com dois filhos.
Naquele dia, ele chegou do trabalho, deu banho nos meninos, enquanto eles riam de puro prazer e jogavam espuma um no outro.
Ouviu as gargalhadas deles, correndo pela casa, em brincadeiras barulhentas. Tendo conseguido acalmá-los um pouco, os levou para a cama.
Cinco minutos de massagem em cada um deles. Depois, o violão e canções folclóricas, diminuindo devagar o ritmo e o volume até ter certeza que eles dormiam.
Ele estava determinado a lhes proporcionar uma vida doméstica, a mais estável e normal possível.
Contudo, estava sendo difícil!
Saiu do quarto, desceu as escadas e foi até a cozinha. Sentou-se numa cadeira, colocou os cotovelos sobre a mesa, as mãos no rosto e desabou a chorar.
Desde que chegara, era a primeira vez que sentava. Tinha cozinhado, servido o jantar, cuidado para que as crianças comessem.
Enquanto lavava a louça, supervisionara a lição de casa do filho que estava na segunda série. Tinha elogiado os desenhos do mais novo e as suas construções com blocos.
Agora, estava ali, sozinho. Sentia o peso da responsabilidade, a solidão. E a preocupação com as contas a pagar. Conseguiria dar conta de tudo?
Ele se sentia como se estivesse no fundo de um mar, indefeso, perdido. O choro se tornou convulsivo e os soluços o sacudiram.
Nessa hora, um par de bracinhos lhe rodeou a cintura e um rostinho o examinou com atenção.
Ele olhou para a carinha simpática do filho de cinco anos. Envergonhou-se por estar chorando.
Desculpe, falou, não sabia que você não estava dormindo. Eu não queria chorar. Desculpe. Estou um pouco triste hoje.
O menino passou a mãozinha no rosto em lágrimas, fazendo carinho, foi se aconchegando no colo do pai, recostou a cabeça em seu peito, os bracinhos rodeando-lhe o pescoço.
Então, com a sabedoria da inocência, falou:
Está tudo bem, papai. Não tem problema chorar. Você é apenas uma pessoa.
*   *   *
Você é apenas uma pessoa! Uma pessoa que tem sentimentos de dor, solidão, impotência. Que ama e deseja ser amado. Que tem carências.
Pai ou mãe, você não deixa de ser um ser humano, com todas as fraquezas próprias da Humanidade.
É bom que seus filhos saibam que você sente dor, saudade, frustração. Que não é um super-herói ou a mulher maravilha.
Demonstre seus sentimentos e fale a eles a respeito.
Família, em essência, significa amor, dedicação, auxílio mútuo, um ombro amigo para chorar.
Mesmo que seja de uma criança de apenas cinco anos de idade.
 
Crédito: Redação do Momento Espírita, com base no cap.  Permissão para chorar,
 de Hanoch McCarty, do livro 
Histórias para aquecer o coração dos pais,
 de Jack Canfield, Mark Victor Hansen, Jeff Aubery e Mark &
 Chrissy Donnely, ed. 
Sextante.
Em 8.8.2016.

Os braços de meu pai

Fotografia Maria Eunice Gerard

 
 
Haverá lugar mais seguro no mundo, do que os braços de meu pai?
Haverá abraço mais forte, presença mais certa, do que a certeza de meu pai?
Depois de partir tantas vezes, depois de lutar tantas vezes, haverá outro lar para onde eu possa voltar, senão para a mansão do coração de meu pai?
Haverá professor mais dedicado, médico mais experiente, conselheiro mais sábio do que esse?
Haverá olhos mais zelosos, ouvidos mais atentos, lágrimas mais sentidas, sorrisos mais serenos do que os dele?
Existirá mais alguém no mundo que lute por mim como ele? Que se esqueça de suas necessidades pensando nas minhas? Que esteja lá, em qualquer lugar, a qualquer hora, por seu filho?
Existirá mais alguém no mundo que renuncie a seus sonhos pessoais por mim, e que chegue até a tornar os meus sonhares os seus próprios, por muito me amar, e por muito querer me ver feliz? Existirá alguém?
Raros são os corações como o dele. Raros como a chuva durante a estiagem. Raros como o sol nas noites eternas dos polos terrenos.
*   *   *
Nossos pais são únicos. São dessas almas que Deus, em Sua bondade sem fim, coloca em nossas vidas, para torná-las completas.
Nossos pais são únicos. São as estrelas que permanecem no firmamento, dando-nos a beleza e a luz da noite, sem nada exigir em troca.
São tão valorosos que, mesmo após se tornarem invisíveis aos olhos, e serem vistos apenas em fotografias e sonhos, continuam conosco, com o amor de sempre, com o abraço seguro de todas as horas.
*   *   *
É por tudo isso que preciso lhe dizer, pai, não somente hoje, mas em todas as manhãs que a vida me proporcionar, que se meus passos são mais certos hoje, é porque souberam acompanhar os seus; que se hoje sou mais responsável, é porque minha responsabilidade se espelhou na sua; e que se hoje sonho em ser pai, é porque tive em você a maior de todas as inspirações.
Não sabemos ao certo o tempo que estaremos juntos, aqui, nesta jornada, mas saiba que nada me fará mais feliz no futuro do que reencontrá-lo, tantas e tantas vezes, em tantas e tantas vidas, porque jamais existirá lugar mais seguro no mundo do que os seus braços, meu pai querido.
Minhas preces têm em seus versos o seu nome.
Meu espelho tem as feições que seu semblante me emprestou.
Minha fé tem a sua certeza, a sua confiança.
Meu coração tem as sementes das suas virtudes, e o livro da história de minha felicidade tem, em todas suas páginas, a palavra pai.
 
Créditos: Redação do Momento Espírita, com base no poema Os braços de meu pai, de autoria desconhecida.
Em 11.8.2016.

Bolsa com Seminole

Hoje vim mostrar uma bolsa que fiz com detalhes em seminole, uma técnica bem bacana de Patchwork.



Bolsa com detalhe em Seminole




Detalhe do Seminole


Costas com Quilt Reto




Forro



Preparação das Faixas



Os tecidos utilizados nessa bolsa são da Circulo




Máquinas de Costura em Madeira

Muita gente, assim como eu, é apaixonada por máquina de costura.


E para abrilhantar essa paixão, meu marido fez lindas peças em madeira.




São peças totalmente artesanais... esculpidas à mão.





Hoje vou mostrar as primeiras queridinhas que saíram por aqui...










 São ou não são lindas?

Eu queria todas pra mim :)

Essas já foram vendidas... em breve teremos mais algumas belezinhas....


Fuxico da Arte no Jornal A Tribuna

E hoje, nós, as artesãs da Associação Fuxico da Arte estamos muuuito felizes!

Participamos de uma matéria do Jornal A Tribuna:


"Santistas abandonam empregos para investir numa paixão em comum: o artesanato"





Para ler a matéria completa, clique AQUI!

Da esquerdas para a direita: Karen Kessler, Telma Valentini, Bete Fernandes, Sandra Sachs e Raquel Peralta











Fotos: Irandy Ribas / AT




Pai, começa o começo!

Fotografia Maria Eunice Gerard

 
 
Quando era criança e pegava uma tangerina para descascar, corria para meu pai e pedia: “Pai, começa o começo!”
O que eu queria era que ele fizesse o primeiro rasgo na casca, o mais difícil e resistente para as minhas pequenas mãos. Depois, sorridente, ele sempre acabava descascando toda a fruta para mim.
Mas, outras vezes, eu mesmo tirava o restante da casca a partir daquele primeiro rasgo providencial que ele havia feito.
Meu pai morreu há muito tempo e não sou mais criança. Mesmo assim, sinto grande desejo de tê-lo ainda ao meu lado para, pelo menos, “começar o começo” de tantas cascas duras que encontro pelo caminho.
Hoje, minhas “tangerinas” são outras. Preciso “descascar” as dificuldades do trabalho, os obstáculos dos relacionamentos com amigos, os problemas no núcleo familiar.
O esforço diário que é a construção do casamento, os retoques e pinceladas de sabedoria na imensa arte de viabilizar filhos realizados e felizes.
O enfrentamento sempre tão difícil de doenças, perdas, traumas, separações, mortes, dificuldades financeiras e, até mesmo, as dúvidas e conflitos que nos afligem diante de decisões e desafios.
Em certas ocasiões, minhas “tangerinas” transformam-se em abacaxis.
Lembro-me, então, que a segurança de ser atendido pelo meu pai quando lhe pedia para “começar o começo”, era o que me dava a certeza de que conseguiria chegar até ao último pedacinho da casca e saborear a fruta.
Além da atenção e carinho que eu recebia, ele também me ensinou a pedir ajuda a Deus, Pai do céu. Meu pai terreno me ensinou que Deus é eterno, que está sempre ao nosso lado e que Seu amor é a garantia das nossas vitórias.
*   *   *
Quando a vida parecer muito difícil, como a casca de uma tangerina para as mãos frágeis de uma criança, lembremo-nos de suplicar o auxílio Divino.
Deus nos indicará o caminho e não só começará o começo, mas pode ser que, em algumas ocasiões, resolva toda a situação.
Não sabemos o tipo de dificuldade que encontraremos na nossa caminhada, mas amparemo-nos no amor eterno de Deus para pedir, sempre que for preciso: Pai, começa o começo!
*   *   *
A sensibilidade de enxergar as dificuldades dos filhos e oferecer o apoio necessário, no momento certo, é essencial. Tem o poder de curar feridas e se transforma em bálsamo para a dor.
Devemos saber o quanto é importante dizer ao filho: Se você tem medo, venha aqui. Se você cair, falhar, estarei ao seu lado. Amo você.
Devemos saber valorizar toda atitude positiva.
O abraço e o beijo fazem a criança se sentir querida e consolidam a segurança e o amor. Demonstrarmos a confiança de que somos constantemente amparados por Deus oferece aos filhos um caminho para a construção da fé.
Todo o carinho e afeto demonstrados pelos pais aos filhos, durante a infância, se transformarão em direcionamento seguro e formarão base sólida para o enfrentamento das dificuldades na vida adulta.
 
Créditos: Redação do Momento Espírita, com base no texto
 
Pai, começa o começo, de autoria desconhecida.
Em 10.8.2016.
 

VIII Limeira Patchwork



A VIII Limeira Patchwork vem com tudo!

E o Ateliê By Karen Kessler estará participando pela primeira vez!!

Vários expositores já confirmados, o melhor e mais completo mix de produtos, insumos e artigos relacionados ao segmento e, a grande novidade de 2017: horário de atendimento ampliado!

::: SERVIÇO:
VIII LIMEIRA PATCHWORK
Datas: 14, 15 e 16 de setembro
Local: Shopping Nações Limeira (Rod. Deputado Laércio Corte, 4500)
Horário: 12h às 20:30h
Entrada: gratuita e livre para todos os públicos
Estacionamento: gratuito (2 mil vagas)
Estrutura Shopping Nações: lojas, praça de alimentação, caixas eletrônicos, banheiros, fraldário

Confira nas imagens a lista oficial de expositores já confirmados para a VIII Limeira Patchwork. 

A feira vem ainda maior em 2017, são 37 estandes a mais que a edição anterior:






Organize sua caravana!!

Estaremos te esperando, cheios de novidades!!

Sacola Blogueira Ouro Círculo

Coisa bem boa receber pacotinho recheado de tecidos @circuloprodutos .


Bora fazer peças bem lindas!!




Como conservar sua peça de Pacthwork





Tecidos para você se apaixonar!

 

Vamos visitar a Circulo na Mega Artesanal??



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